#Liberdade

by João Berhan

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Duas pistas da liberdade na crise da meia-idade.

Canções escritas e compostas por João Berhan e Diogo Picão na outonal cozinha da Travessa de Santos. Paridas prematuras com o Ricardo Ribeiro no clarinete, o Picão no saxofone e o Berhan no sintetizador. Gravadas, misturadas e masterizadas pelo Vasco Teodoro, num sábado de Abril, na Almada à beira-Tejo.

A Maria deu-me a capa dos mini-singles e a tesão para os fazer.

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released April 24, 2014

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João Berhan Portugal

Se lhe baterem à porta, encontram-no a compor o segundo álbum, ou a desembaraçar cabos, ou a queixar-se dos joelhos, ou a fazer lá o que fazemos.

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Track Name: Ditadura
Vem ter ao Bairro Alto, que eu assalto p'la manhã
erguer a ditadura, uma aventura em Tetuã
Eu quero a bastonada, uma estalada do Imã
Esta falocracia amolecia Gengis Khan
A câmara da Câmara a filmar Leviatã
De cócoras, de quatro, oitenta e quatro, orwellia-
no quarto, ela cora, o outro chora p'la mamã
É tempo do amor e faz calor nos meus colãs
É o nosso acordo, eu não te acordo e tiro o sutiã
Deixa-me estraçalhada, derramada no divã
Curo-te o priapismo em exorcismo de Djavã
Só eu te deixo exausto, o amor é fausto p'ra Berhan
Morde-me o naco na calçada, fraco, a pedra chã
Tá posta a mesa, a toalha tesa, a posta barrosã
Nesta fartura nem limpei a dentadura sã
Vem à pendura da censura mas segura o tchan
Amnistia a factura, o Papa, o cura ou o xamã
Rasura a assinatura, a arquitectura da fajã
Não tem futuro a cultura, a literatura é vã
Espreita p'la fechadura a quadratura do ecrã
Não sou a tua cura, quem te atura? Nem sou fã
Tanta amargura, jura? Queres ternura, pede à irmã
Que eu tou madura da licenciatura em guronsan
Já disse, a dita é dura, eu quero a tua cintura, a dita dura.
Track Name: Falas de Revolução
Falas de revolução, trazes um cravo na mão
sabes que a insurreição cabe a alguns, a outros não
Concretiza a tua dança tempestiva de bonança
Prende o cravo na tua trança, porque não?

Falas de revolução, trazes um cravo na mão
mas a emancipação é questão de educação
Tu, tal qual a Gabriela, cheiras a cravo e canela
Crava o cravo na lapela, porque não?

Habitação
Educação
Saúde e Pão
e Vinho

Na habituação
à situação
beber mais um
copinho

Saúda então
o Grande Irmão
Não há outro
caminho

E no edredão
sonhar em vão
Revolução
sozinho

Falas de revolução, trazes um cravo na mão
Lá vens tu com o teu quinhão, mas nem tudo é comunhão
Vens segura, não formosa, a luta é poesia, não prosa
Faz do cravo a tua rosa, porque não?